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Humanidades negociáveis? Um olhar para a infância e adolescência

É tempo de compartilhar a dor e a ausência, ambas físicas, simbólicas e institucionais. É tempo de colher os frutos da cegueira deliberada que nos trouxe até aqui. E não há norma ou discurso que dê conta da tragédia atual, consubstanciada pelo silêncio, engendrada pela apatia, estes últimos históricos. Somos mais de 100 mil mortos, agora pela nova pandemia.

Diante do aprofundamento do abismo autoritário e constantes ameaças à nossa jovem e frágil democracia, em que uma sociedade racializada tenta por meio do Poder Judiciário satisfazer sua sanha punitivista travestida de justiça, o Sistema de Justiça parece sucumbir ao mesmo achaque. Prendemos muito e prendemos mal. Sistema carcerário das coisas inconstitucionais. Ineficiência estatal no que se refere à proteção, à promoção e à defesa dos mais vulnerabilizados. O Estado-repressão é o mesmo que se furta de seus deveres constitucionais. Não à toa, análise de Michelle Alexander nos cai como uma luva, ao dizer que "poderíamos escolher ser uma nação que oferece cuidado, compaixão e atenção àqueles que estão trancados e excluídos ou aos que são encaminhados para prisão antes mesmo de terem idade para votar. Poderíamos desejar a eles as mesmas oportunidades que desejamos para nossos filhos; nós poderíamos tratá-los como um um de 'nós'. Poderíamos fazer isso. Ou podemos escolher ser uma nação que humilha e culpa seus mais vulneráveis, lhes dá uma marca de desonra na mais tenra idade, e depois relega a um status permanente de cidadãos de segunda classe


Leia o artigo completo no Conjur, clicando aqui.

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